Reunião importante em Juína pode ser referência para discussão do tema localmente.
O crescimento acelerado do uso de veículos elétricos autopropulsados de baixa potência — popularmente chamados de “motinhas” — já começa a preocupar moradores e autoridades em Castanheira. Mesmo sendo um município de pequeno porte, com pouco mais de 4 mil habitantes na área urbana, é cada vez mais comum ver esses veículos circulando pelas ruas, principalmente conduzidos por idosos e adolescentes.
O aumento da adesão levanta dúvidas sobre segurança e prevenção de acidentes, especialmente diante da ausência de normas municipais específicas. Procurado para comentar se há medidas preventivas em estudo, o debate ganha força ao se observar o que já vem sendo discutido em cidades polo da região.
Na última semana, autoridades de diversos setores se reuniram em Juína para tratar exatamente desse tema. O encontro reuniu representantes da segurança pública, trânsito, saúde e sociedade civil diante da crescente presença das “motinhas” no tráfego urbano e das preocupações quanto aos impactos na mobilidade e na segurança viária.
Entre os principais pontos discutidos, esteve a necessidade urgente de conscientização de condutores e famílias, especialmente porque menores de idade estão utilizando os veículos sem conhecimento das regras básicas de trânsito.
Também foi destacada a questão técnica e legal desses equipamentos. Conforme a regulamentação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), veículos autopropulsados podem ter potência de até mil watts e velocidade máxima de 32 km/h. No entanto, há registros de modificações irregulares que permitem velocidades maiores — situação que altera a categoria do veículo e pode gerar penalidades como apreensão.
Outro fator de preocupação é o uso inadequado das vias públicas, com circulação em calçadas e travessias perigosas, aumentando o risco de acidentes. Autoridades reforçaram que muitos dos incidentes podem ser evitados com orientação básica de segurança e uso de equipamentos de proteção, como capacete.
Durante o encontro regional, também se discutiu a possibilidade de regulamentações municipais específicas, incluindo definição de idade mínima para condução e medidas administrativas para situações de risco.
A mobilização em Juína reforçou que o avanço desses veículos é uma questão social que exige participação do poder público e da comunidade. Em Castanheira, onde o cenário começa a se repetir, o tema passa a exigir atenção semelhante para evitar que o aumento da frota de “motinhas” resulte em acidentes e problemas maiores no trânsito local.
Um leitor, a propósito, comenta que num desses dias, dirigindo próximo a Praça 04 de Julho, deparou-se com um condutor de "motinha" dirigindo bem no centro de uma das ruas transversais à Av. 04 de Julho. Ele teve que diminuir a marcha e seguir por um longo trecho até que o condutor percebesse e transitasse pela lateral, como se requer.