Ao longo de décadas, a Maria Quitéria tem sido o berço de projetos de vida para gerações de castanheirenses.
A Escola Estadual Maria Quitéria, pilar da educação no perímetro urbano de Castanheira e referência na região noroeste de Mato Grosso, vive uma semana decisiva que pode marcar o início de um novo capítulo em sua trajetória. Nesta quinta-feira, 26, uma assembleia com a comunidade escolar decidirá sobre a implementação do modelo de Escola Cívico-Militar na unidade.
Ao longo de décadas, a Maria Quitéria tem sido o berço de projetos de vida para gerações de castanheirenses. Entre seus egressos, figuram profissionais de destaque em áreas como medicina, psicologia, pedagogia, odonto, engenharia, fisioterapia etc. Um dos marcos dessa história de sucesso é o exemplo do filho primogênito do casal Zilda e Antônio Stangherlin, o jovem Marco Antônio, que chegou ao município aos 9 anos, e tornou-se o primeiro aluno da instituição a conquistar uma vaga em curso superior, formando-se em Engenharia pela UFMT.
A proposta de mudança no modelo de gestão ganhou força após a recente visita do governador Mauro Mendes — entusiasta do sistema — ao município. Na ocasião, o vereador João Carlos (Palito), com o apoio do vereador Valdeir Vicente dos Santos, entregou em mãos um ofício solicitando a implementação. Para os parlamentares, o modelo é uma ferramenta eficaz para promover valores éticos e o exercício da cidadania entre os jovens.
Convocação para a assembleia
O futuro da instituição está agora nas mãos dos pais e responsáveis. O "Bilhete de Convocação" distribuído nesta semana reforça que a decisão será tomada coletivamente. O encontro está agendado para as 18h30 desta quinta-feira, 26, nas dependências da própria escola, localizada na Avenida 04 de Julho, no centro da cidade.
O olhar sobre o amanhã
Mais do que uma alteração administrativa ou disciplinar, a consulta pública representa o amadurecimento democrático de uma instituição que se confunde com a própria identidade de Castanheira. Independentemente do resultado que sairá das urnas escolares, o debate reafirma o papel da Maria Quitéria como um organismo vivo, capaz de se adaptar aos novos tempos sem apagar as pegadas deixadas por aqueles que, desde a infância, ajudaram a pavimentar o progresso da nossa terra. A história continua sendo escrita e, mais uma vez, as salas de aula são o palco principal das grandes transformações do município.
O modelo em questão
O modelo cívico-militar prevê a atuação conjunta entre educadores e profissionais com formação militar na gestão escolar, especialmente nas áreas administrativa e disciplinar. A proposta busca reforçar valores como organização, respeito, civismo e disciplina, mantendo a responsabilidade pedagógica sob comando dos professores. A adoção desse modelo tem gerado debates em diferentes regiões do país, tanto por seus defensores quanto por críticos.