Cinema brasileiro vive fase histórica e amplia presença internacional
O cinema brasileiro atravessa um dos seus momentos mais expressivos no cenário mundial. Após o Oscar 2025 conquistado por “Ainda Estou Aqui”, coroando uma trajetória vitoriosa em festivais internacionais, o destaque agora é “O Agente Secreto”, vencedor de Melhor Filme Estrangeiro no Independent Spirit Awards e também na disputa do Academy Awards.
Outro nome em evidência é o diretor de fotografia Adholpho Veloso, indicado ao Oscar por “Sonhos de Trem” e vencedor de importantes premiações do circuito pré-Oscar, reforçando o reconhecimento técnico do Brasil.
O bom momento se soma a conquistas anteriores que projetaram o país no exterior, como o Urso de Ouro em Berlim para Tropa de Elite, dirigido por José Padilha, além das indicações históricas ao Oscar de Central do Brasil, de Walter Salles, e Cidade de Deus, de Fernando Meirelles.
A presença brasileira também se consolida em produções internacionais. Walter Salles dirigiu filmes em Hollywood, entre eles “DArk Walter” e “On The Road”, e Fernando Meireles dirigiu produções estrangeiras. Entre elas estão The Constant Gardener, produção britânica indicada ao Oscar, Blindness (coprodução internacional baseada na obra de José Saramago) e The Two Popes, produção da Netflix indicada ao Oscar. Rodrigo Santro, por seu turno, tem construído carreita sólida no exterior, participando de grandes produções, ampliando a visibilidade do talento nacional. .
Com diretores premiados, técnicos reconhecidos e artistas atuando além das fronteiras, o Brasil reafirma sua força criativa e consolida um ciclo de protagonismo no audiovisual global. No momento a grande expectativa fica para a festa do Oscar, em março. "O Agente Secreto" recebeu quatro indicações, entre elas as cobiçadas categorias de melhor filme e melhor ator para o protagonista Wagner Moura.