Há uma verdade que precisa permanecer viva em todas as gerações: a Igreja não precisa reinventar o Evangelho; precisa permanecer fiel ao Evangelho que recebeu.
Celebrar o Dia da Reforma Protestante é muito mais do que recordar acontecimentos históricos, personagens notáveis ou acontecimentos do século XVI. É uma oportunidade de examinar a própria Igreja, sua fidelidade ao Evangelho e seu compromisso com a Palavra de Deus. Afinal, a Reforma não nasceu do desejo de criar uma nova mensagem, mas da necessidade de recuperar a mensagem original de Cristo.
Há uma verdade que precisa permanecer viva em todas as gerações: a Igreja não precisa reinventar o Evangelho; precisa permanecer fiel ao Evangelho que recebeu. Em tempos nos quais tantas vozes procuram adaptar a fé às expectativas humanas, a Igreja é chamada a resistir à tentação de substituir a verdade bíblica por mensagens mais convenientes, populares ou atraentes. O Evangelho não precisa ser atualizado; precisa ser anunciado com fidelidade.
A tradição reformada nos deixou uma expressão que atravessou os séculos: Ecclesia reformata, semper reformanda — Igreja reformada, sempre se reformando. Isso não significa mudar por mudar, acompanhar todas as tendências ou buscar novidades para agradar ao mundo. Significa reconhecer que a Igreja, em sua caminhada, precisa submeter continuamente suas doutrinas, práticas, culto e testemunho ao exame das Escrituras. Reformar-se é ter humildade para reconhecer os desvios e coragem para retornar à verdade.
Neste Dia da Reforma, portanto, a pergunta não deve ser apenas o que Lutero, Calvino e outros reformadores fizeram no passado, mas o que estamos fazendo hoje com o legado que recebemos. Uma Igreja verdadeiramente reformada não vive apenas das glórias de sua história: vive da fidelidade ao seu Senhor. A Reforma será sempre necessária enquanto a Igreja precisar ser lembrada de que sua autoridade não está nas tradições humanas, nas personalidades ou nas conveniências de cada época, mas na eterna e imutável Palavra de Deus.
“Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.” (João 17.17)