Luto em Castanheira: Dia do adeus ao tropeiro raiz Cidão

Sua partida desperta a memória de uma época que marcou o interior brasileiro

1 comentários
  • João Carlos

    *"O Tropeiro Cidão"*

    Hoje partiu pra eternidade o Sr. Cidão,
    Tropeiro de fé, de chapéu e de bigodão.
    Barba branca, riso bom, conversa de terreiro,
    Domando proto pra um brete, com jeito de violeiro.

    Vivia de catira de burro bom,
    De vaquinha de leite e porco no chão.
    Gostava de égua pampa pra fazer mula calçada,
    E tinha no olhar a história da tropa cansada.

    Partiu sem faltar, como sempre quis:
    Filhos e amigos no cortejo, a cavalo, em sua raiz.
    Porque tropeiro de verdade não vai de carro,
    Vai montado, com o povo, honrando o seu marco.

    Fica a lembrança da vida simples,
    Do leite tirado, da prosa mansa.
    Cidão foi embora...
    Mas na estória do povo ele alcança.

    Um dia todos nós partimos.
    Mas poucos deixam saudade desse tamanho.


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