OMEC coordena programação do Dia do Evangélico com pastor convidado, bandas e grupos de louvores das Igrejas locais.
Castanheira celebra nesta quarta-feira o Dia do Evangélico, feriado municipal que nasceu de uma homenagem a Ashbel Green Simonton, pioneiro do presbiterianismo brasileiro, por indicação do saudoso Arrival G. Rios
Castanheira terá nesta quarta-feira, 12 de agosto, um daqueles dias que fazem parte do calendário, mas também da memória da cidade. É feriado municipal pelo Dia do Evangélico, data que reúne história, fé e tradição e que, ao longo dos anos, ganhou espaço entre os acontecimentos mais significativos do calendário castanheirense.
A origem da data remonta a 1999, quando o então vereador Arrival Gonçalves Rios, já falecido, apresentou no Legislativo municipal a matéria que estabeleceu o dia 12 de agosto como Dia do Evangélico em Castanheira. A Câmara Municipal registra atualmente a data como feriado oficial, sob a Lei nº 331/1999.
A escolha do dia não aconteceu por acaso. Em 12 de agosto de 1859 chegava ao Brasil o missionário presbiteriano norte-americano Ashbel Green Simonton, personagem fundamental para a implantação do presbiterianismo em terras brasileiras. Simonton tinha então apenas 26 anos e viria a desempenhar papel decisivo na organização da Igreja Presbiteriana do Brasil.
Ao associar o calendário municipal à memória de Simonton, Arrival Gonçalves Rios, presbítero da Igreja Presbiteriana e um dos pioneiros da denominação em Castanheira, deixou também uma marca de sua própria história na legislação do município. A escolha revela uma característica da trajetória de Arrival: sua atuação pública não estava dissociada da fé que professava.
Um feriado que ganhou tradição
Desde então, o 12 de agosto deixou de ser apenas uma data no calendário. Ao longo dos anos, Castanheira passou a transformar o feriado em oportunidade de encontro entre igrejas, famílias e comunidade.
Em 2022, por exemplo, a programação foi uma das mais movimentadas desde a criação da data: houve corrida dos pastores, torneio de vôlei entre igrejas, almoço comunitário, carreata, Festival da Canção Gospel e uma grande celebração na Praça 04 de Julho, com participação do pastor e cantor Cris Wersel.
No ano seguinte, 2023, uma novidade marcou o calendário: a Marcha para Jesus, organizada pela Ordem dos Ministros Evangélicos de Castanheira (OMEC), com concentração na Praça 04 de Julho, caminhada pelas ruas da cidade e encerramento com celebração. Naquela ocasião, também estiveram anunciados o cantor Rozenilton e Banda e o pastor Lucas Tadeu.
Em 2025, novamente o feriado foi marcado por uma programação de louvor e comunhão na Praça 04 de Julho, com participação de igrejas locais, apresentação do grupo infantil Nosso Amiguinho, da Igreja Adventista de Várzea Grande, louvor com a banda Avivados e ministração da Palavra pelo pastor Thiago Cândido, de Juína.
Também integram a lista de convidados que participaram do evento, o pastor Abisael Barbosa, o evangelista Antônio João Palhano, a Banda 04 Seres e o jovem pastor e intérprete Geisson Augusto, todos de Mato Grosso do Sul, e os próprios pastores locais, que foram responsáveis, em algumas edições, pela ministração da mensagem.
São lembranças que ajudam a explicar por que o 12 de agosto acabou se tornando mais do que um feriado. É uma data que, em diferentes formatos, tem colocado a comunidade cristã nas ruas e na praça, fazendo da celebração uma expressão pública de fé.
E nesta Quarta-Feira?
A programação de 12 de agosto de 2026 volta a colocar Castanheira diante de uma nova edição dessa história. A celebração deste ano terá início às 18h, na Praça 04 de Julho. O evento, que conta com a realização da Ordem dos Ministros Evangélicos de Castanheira (OMEC), presidida pelo pastor Caubi Gonçalves de Araújo, tendo como vice o pastor Edson Marcos, e apoio da Prefeitura Municipal de Castanheira, contará com a participação de bandas regionais e a ministração do pastor Robison Coelho, de Nova Olímpia.
A expectativa é de que a programação reúna novamente igrejas e famílias, mantendo a característica que marcou as diversas edições: um dia que começa com a lembrança histórica de um missionário que chegou ao Brasil há 167 anos e termina, em Castanheira, com a celebração de uma fé que continua presente na vida de muitas famílias.
Uma data, duas memórias
Há, portanto, uma dupla memória no feriado deste ano.
De um lado, a lembrança de Ashbel Green Simonton, cuja chegada ao Brasil, em 12 de agosto de 1859, está na raiz da escolha da data. De outro, a lembrança de Arrival Gonçalves Rios, que levou essa referência para dentro da história legislativa de Castanheira.
Arrival morreu em 21 de abril de 2021, vítima da Covid-19. Em 2026, cinco anos depois de sua partida, o feriado que ajudou a instituir continua sendo celebrado. Talvez esteja aí uma das maiores forças de uma data comemorativa: quando aqueles que a criaram já não estão presentes, a própria data passa a contar a história por eles.
Nesta quarta-feira, Castanheira para por força da lei, mas também se movimenta por força da memória e da fé. 12 de agosto é feriado. É Dia do Evangélico. É uma página da história de Castanheira que continua sendo escrita.
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