Fazendo campanha na base da proximidade, ex prefeita de Castanheira tem uma história positiva inegável.
De Castanheira para a região, a trajetória política de Mabel de Fátima Milanezi Almici entra em um novo capítulo. Prefeita por dois mandatos consecutivos, entre 2013 e 2020, essa profissional da saúde e educadora deixou marcas em um período de profundas transformações no município e agora volta ao cenário político regional, com uma possível candidatura ao Legislativo estadual.
Mais do que relembrar obras e números, sua história também passa por um jeito particular de fazer política: a proximidade, o diálogo e o contato direto com as pessoas. Em 2026, Mabel retoma essa caminhada apostando justamente nessa característica que muitos associam à sua trajetória: ir onde o povo está.
LEIA MATÉRIA COMPLETA
O velho dito popular “quem te viu e quem te vê” pode ganhar, em Castanheira, uma tradução bastante particular quando se olha para as transformações experimentadas pelo município nas últimas décadas. E, nessa história, um nome inevitavelmente aparece: o de Mabel de Fátima Milanezi Almici, prefeita que comandou o município por dois mandatos consecutivos, entre 2013 e 2020.
Mabel entrou na disputa pela Prefeitura nas eleições de 2012 e acabou escrevendo uma página inédita na política local. Eleita pelo PT, em uma região marcada por forte presença do agronegócio e por um cenário político predominantemente identificado com a direita, ela assumiu em janeiro de 2013 e, quatro anos depois, tornou-se a primeira prefeita de Castanheira a conquistar a reeleição, sendo admirada em todas as vertentes políticas.
Mais do que uma trajetória individual, os oito anos de administração foram marcados por uma equipe que teve papel importante na execução do projeto. Entre os nomes que ganharam destaque naquele período estava Jakson de Oliveira Rios Júnior, o Juninho, então chefe de gabinete e um dos principais articuladores da administração. Anos depois, ele próprio entraria para a história política do município ao também conquistar a reeleição para a Prefeitura.
Quem conheceu Castanheira antes de 2013 e voltou a circular pelo município anos depois encontra uma cidade diferente. O asfalto avançou pelas ruas, obras de infraestrutura modificaram áreas urbanas e rurais e uma série de equipamentos públicos passou a fazer parte da paisagem municipal.
Na zona rural, as mudanças também deixaram marcas. Melhorias nas estradas vicinais, construção de pontes e bueiros de concreto, alargamento de trechos, intervenções em morros e redução de distâncias em determinados trajetos ajudaram a modificar a logística de comunidades rurais. Mais recentemente, a pavimentação começou a avançar também em importantes vias de acesso, entre elas a região do Vale do Seringal, formada por quatro assentamentos e com forte presença da agricultura familiar.
Na área urbana, novas estruturas também passaram a integrar o cotidiano da população: feira, ginásio de esportes, unidades de saúde, escolas e instalações de órgãos públicos, entre elas o CRAS. São marcas físicas de um período administrativo que, independentemente das avaliações políticas que cada cidadão possa fazer, deixou uma presença visível na história recente de Castanheira.
É a partir desse passado que ganha novo significado a movimentação de Mabel em torno de uma candidatura ao Legislativo estadual. Hoje residente em Juína, ela também mantém atuação social por meio da Associação Pequeno Pepe, onde participa de iniciativas voltadas às pessoas com autismo na região.
De 2012 para 2026, muita coisa mudou. Mabel também mudou de legenda e hoje está no PSD, partido pelo qual vem construindo sua trajetória política neste novo momento. O cenário regional, por sua vez, é muito diferente daquele encontrado por ela quando disputou a Prefeitura pela primeira vez. Mas há algo que parece permanecer: o modo de fazer política baseado na proximidade.
Em sua movimentação atual, Mabel tem apostado no contato direto, nas conversas e nas visitas. É o velho “olho no olho”, uma estratégia que remete a uma frase conhecida da canção “Nos Bailes da Vida”, de Milton Nascimento e Fernando Brant: “Todo artista tem de ir aonde o povo está”. A frase poderia perfeitamente ser adaptada à política de proximidade: ir onde as pessoas estão, ouvir, conversar e conhecer de perto suas histórias.
Talvez uma lembrança de Castanheira ajude a explicar esse jeito de ser. Um morador que chegou ao município nos últimos anos. fixando-se na Cohab do Noga, recorda, com carinho, o dia em que recebeu em casa a visita da então prefeita. Não havia uma inauguração, uma solenidade ou uma grande agenda oficial. Mabel simplesmente havia ido até ali para dar as boas-vindas à família, recém-chegada e de origem simples. O gesto ficou na memória. “Coisas de Mabel”, resumiria alguém que conhece sua maneira de agir.
É nesse encontro entre a história construída em Castanheira e o novo caminho que começa a percorrer na região que Mabel chega a 2026. O que virá das urnas ainda pertence ao futuro. O que já pertence à história é o período em que seu nome esteve à frente de Castanheira e ajudou a escrever um dos capítulos mais marcantes da trajetória política do município.
Amaziles Eleto Vilarino
É por essas e outras que meu compromisso nas urnas será com ela. Mabel é idônea, justa, amiga e tem um olhar acolhedor, olhar de enfermeira, professora, esposa, mãe e avó.