Imagem histórica de uma derrubada na região central guarda um personagem até hoje não identificado
Se fosse elaborado um ranking das fotografias mais emblemáticas da história de Castanheira, pelo menos duas certamente estariam entre as mais reproduzidas nas redes sociais: a antiga imagem da Castanheira que marcava a entrada da cidade e a fotografia da antiga sede da CODEMAT.
As duas imagens têm algo em comum: registram personagens importantes dos primeiros tempos da ocupação da região. Em uma delas, aparece em destaque o senhor Maurício Nantes, apontado como um dos responsáveis pelo avanço da AR-1 no Noroeste de Mato Grosso. Em outra fotografia, no mesmo cenário da entrada da cidade, surge Jorge Marcantonio, tendo praticamente ao lado um Gurgel — veículo de fabricação nacional que pertencia à CODEMAT.
Mas há uma terceira fotografia, também muito reproduzida pelos castanheirenses que apreciam as memórias dos primeiros tempos do município, que talvez esconda uma das histórias mais curiosas.
A imagem mostra uma área de derrubada, provavelmente onde hoje está localizada a região central de Castanheira. Há quem sustente que o local ficaria nas proximidades de onde está a Igreja Presbiteriana do Brasil. Árvores foram derrubadas e, entre os vestígios daquela abertura no meio da mata, um detalhe chama a atenção. Sobre o tronco que restou de uma das árvores aparece um homem, aparentemente jovem.
E é justamente aí que começa o mistério. Quem era ele? Apesar de a fotografia circular há anos entre aqueles que preservam e compartilham registros históricos de Castanheira, o personagem que aparece sobre o tronco aparentemente nunca foi identificado com segurança. Seu rosto está registrado em uma imagem que atravessou décadas, mas seu nome permanece desconhecido.
É um daqueles pequenos detalhes que, muitas vezes, passam despercebidos aos olhos de quem observa apenas o conjunto da fotografia. Porém, quando alguém chama a atenção para a presença daquele homem, a imagem ganha outro significado: deixa de ser apenas o registro de uma derrubada e passa a ser também uma espécie de fotografia-enigma da história de Castanheira.
E talvez seja justamente essa a graça das antigas fotografias. Elas não apenas mostram lugares que desapareceram ou se transformaram. Guardam também pessoas, objetos, veículos, construções e situações que ajudam a contar como uma comunidade começou a tomar forma.
Castanheira foi emancipada de Juína em 4 de julho de 1988, mas sua história começou muito antes da criação do município. E fotografias como essa ajudam a reconstruir, peça por peça, os primeiros capítulos dessa trajetória.
Agora fica a pergunta para quem conhece os antigos moradores e trabalhadores da região: Alguém consegue reconhecer o jovem que aparece sobre o tronco naquela histórica fotografia? A resposta pode estar na memória de alguém — e talvez seja justamente ela que consiga finalmente revelar a identidade de um personagem que, há décadas, permanece anônimo em uma das imagens mais curiosas dos primeiros tempos de Castanheira.