Com a proximidade do 04 de julho, cresce também o movimento natural de revisitar o passado
No próximo dia 4 de julho, Castanheira celebra mais um capítulo de sua trajetória: em 2026, o município completa 38 anos de história. A programação comemorativa já começa a ser planejada pela administração municipal, mantendo como destaque um dos eventos mais tradicionais da cidade, o Torneio Leiteiro, realizado no período festivo.
Com a proximidade da data, cresce também o movimento natural de revisitar o passado — desde os tempos da CODEMAT e os projetos de colonização do noroeste mato-grossense, até ciclos econômicos marcantes, como o da madeira. São memórias que ajudam a compreender as raízes e a identidade do município.
Entre essas lembranças, poucas são tão vivas e afetivas quanto os desfiles cívicos que marcaram época. Mais do que apresentações festivas, eles representavam um verdadeiro encontro da comunidade — momentos em que famílias inteiras se reuniam, pais se orgulhavam e filhos se tornavam protagonistas da história local. Os desfiles tinham um papel simbólico profundo: fortaleciam o sentimento de pertencimento, preservavam a memória coletiva e ensinavam, de forma simples e emocionante, o valor da história para as novas gerações.
Um dos episódios mais lembrados é o primeiro desfile, realizado em 1989, apenas um ano após a emancipação do município. A lembrança segue viva na memória de Zilda Stangherlin, que relembra com carinho alguns dos personagens daquela celebração: Rafael Marcantonio, de azul; Cleiton Augusto, de vermelho; Cíntia, filha da professora Cristina, representando a princesa; e Vanessa Maria, filha do empresário Lenoir, da Casterleite, no papel de “bruxinha”.
Mais do que figuras em um desfile, eram símbolos de um tempo em que a cidade dava seus primeiros passos — e em que cada gesto, cada fantasia e cada sorriso ajudavam a construir a história que hoje segue sendo celebrada.