Maria Rita Inácio Ferreira teve uma vida marcada pela disposição de servir ao próximo.
Embora residisse nos últimos anos em Juína, depois de uma temporada em Aripuanã, onde manteve, ao lado do irmão Ailton José Ferreira, hoje residente em Cuiabá, um empreendimento comercial, Maria Rita Inácio Ferreira conservava com Castanheira uma ligação que ia muito além dos vínculos familiares ou das circunstâncias da vida. Era uma ligação construída por uma de suas maiores virtudes: a disposição de ajudar o próximo.
Segundo Amaziles Eleto, secretária de Assistência Social, Maria Rita era daquelas pessoas sempre prontas a oferecer auxílio em um detalhe que, muitas vezes, faz toda a diferença na vida de alguém, especialmente nos momentos de fragilidade: a disposição de fazer companhia. Assim acontecia com muitos idosos de Castanheira encaminhados a Juína para tratamento de saúde. “Estamos perdendo uma grande parceira”, diz Amaziles, ao recordar a disposição de Maria Rita em estar presente, acompanhar e ajudar.
Mulher de muitas qualidades, tinha também no compartilhamento do evangelho uma expressão de sua fé. Cristã da Igreja Assembleia de Deus Madureira, era chamada de “pastora” por muitos daqueles que conheciam sua dedicação à vida cristã. Pouco antes de sentir-se mal, dentro de um ônibus que conduzia fiéis a Porto Velho, Rondônia, para um congresso de sua denominação, ainda falava de esperança no corredor do veículo.
Seu corpo chegou ao final da tarde desta terça-feira, 15, à Casa da Saudade, em Castanheira, onde familiares, amigos e irmãos de fé se reúnem para os momentos finais de despedida. Entre os presentes, Ailton recorda a convivência com a irmã desde a infância e os anos de parceria no Supermercado Cerejeira, em Aripuanã, empreendimento do qual foram sócios. Ao falar sobre Maria Rita, resume em poucas palavras uma lembrança que atravessa toda uma vida: “Tinha um coração enorme”.
No mesmo tom, Maria Rosa Inácio Ramos, entre seus nove irmãos, confessa estar “sem palavras” diante da partida. Reforçou a lembrança de uma mulher de coração benevolente e muito dedicada a tudo o que fazia. Joana Selma de Jesus, sobrinha, ao recordar a partida inesperada, traz à memória uma frase que Maria Rita costumava repetir ao falar sobre a morte e sua confiança em Cristo: “Se Ele me chamar, vou feliz”. Era, segundo a sobrinha, uma maneira de expressar a certeza que guardava no coração de estar preparada para aquele encontro.
Além dos vínculos construídos em Juína, Castanheira, Aripuanã e Araputanga, onde trabalhou como técnica em enfermagem, Maria Rita tinha suas raízes mais distantes em Jussara, Goiás, onde nasceu há 62 anos. Deixa o esposo, Valdivino Carvalho, pastor evangélico em Juína, e o filho Luis Paulo, residente em Cerejeiras, Rondônia. O sepultamento acontece nesta quarta-feira, no Cemitério Bom Jesus, em Castanheira, onde também reside boa parte de seus familiares.
Aos familiares, amigos e irmãos de fé, o Castanheira News manifesta seus sentimentos de pesar, desejando que encontrem no Senhor o consolo que somente Ele pode oferecer. Em meio à dor da despedida, permanece a esperança professada por aqueles que creem em Cristo: “Bem-aventurados os que desde agora morrem no Senhor” (Apocalipse 14:13).