Deus continua reinando, qualquer que seja o resultado das urnas, para o bem ou para executar juízo.
Quando o resultado das urnas for anunciado, no próximo domingo, uma convicção permanecerá inabalável em meu coração — não apenas como expressão de minha fé, mas como fundamento da minha esperança: Deus continuará reinando!
Nenhum resultado eleitoral será capaz de alterar Aquele que governa soberanamente todas as coisas. Essa é uma das verdades mais sublimes da fé cristã: a soberania de Deus não se curva às circunstâncias da história, nem se submete às oscilações do poder humano.
Podemos votar, escolher nossos representantes e exercer legitimamente nossos direitos como cidadãos. Contudo, jamais devemos depositar em homens a esperança que pertence, em última instância, somente a Deus.
O profeta Daniel, reconhecendo o governo absoluto do Altíssimo sobre os acontecimentos e os poderes terrenos, declarou: “É ele quem muda o tempo e as estações, remove reis e estabelece reis” (Daniel 2.21).
Ao longo dos séculos, a história testemunhou a ascensão e a queda de impérios, a coroação de soberanos e o desaparecimento de poderosos. Tronos foram erguidos e derrubados; governos vieram e passaram. Entretanto, o Senhor permaneceu assentado em Seu trono. Como proclamaria a tradição reformada, a Providência divina não abandona o curso da história ao acaso, pois Deus sustenta e governa todas as coisas segundo os Seus sábios e eternos propósitos.
Por isso, se o resultado das urnas for diferente daquele que desejamos, não nos entregaremos ao desespero. Se corresponder às nossas expectativas, tampouco confundiremos a vitória eleitoral com a fonte de nossa segurança. Em qualquer circunstância, nossa confiança permanecerá firmada nAquele cujo domínio não tem fim. Ele permitirá a escolha, seja de um ou de outro, para o bem ou para executar juízo.
Os governos passam, os poderes humanos se sucedem, mas o Reino de Deus permanece para sempre.
A Ele, portanto, sejam a honra, o poder e a glória, pelos séculos dos séculos. Amém!