Um retrato das últimas pesquisas realizadas em Mato Grosso para o Governo do Estado e Senado.
Levantamentos divulgados às vésperas da eleição apontam ampla vantagem do governador na corrida pelo Palácio Paiaguás, enquanto a disputa pelas duas cadeiras ao Senado apresenta cenários diferentes entre os institutos
A disputa pelo Governo de Mato Grosso e pelas duas vagas ao Senado Federal chega ao dia da eleição com mudanças significativas em relação aos levantamentos anteriores. Se nas últimas semanas a expressão “cabeça a cabeça” era utilizada para descrever a corrida pelo Governo, as pesquisas mais recentes mostram Otaviano Pivetta, do Republicanos, abrindo uma vantagem bastante expressiva sobre Wellington Fagundes, do PL.
Na pesquisa Quaest, divulgada neste sábado, 3, Pivetta aparece com 54% dos votos válidos, contra 28% de Wellington Fagundes. Dra. Natasha, do PSD, registra 13%. O levantamento foi realizado com 1.800 eleitores, entre os dias 2 e 3 de outubro, e tem margem de erro de dois pontos percentuais.
No levantamento anterior da Quaest, Wellington aparecia com 27% e Pivetta com 23%. Agora, portanto, houve uma inversão significativa na liderança. Considerando os votos válidos, Pivetta chega a uma vantagem de 26 pontos percentuais sobre o segundo colocado.
No cenário estimulado, que inclui indecisos, brancos e nulos, Pivetta aparece com 40%, Wellington com 20% e Natasha com 11%. Os indecisos somam 19%.
Senado: Mauro lidera, mas segunda vaga permanece em disputa
Se a corrida pelo Governo ganhou contornos mais definidos, a disputa pelo Senado continua despertando maior expectativa, principalmente pela definição do segundo nome que poderá ocupar uma das duas cadeiras destinadas a Mato Grosso.
Na pesquisa Quaest, Mauro Mendes, do União Brasil, aparece com 37% dos votos válidos, ampliando sua vantagem em relação ao levantamento anterior, quando tinha 24%. Janaina Riva, do MDB, também cresceu, passando de 18% para 23%.
Zé Medeiros, do PL, chama atenção pelo crescimento: saiu de 6% na pesquisa anterior para 17%. O avanço do candidato passou a alimentar especulações no ambiente político sobre um possível apoio de Mauro Mendes a Medeiros como segunda opção de voto. Trata-se, porém, de uma interpretação política que circula entre eleitores e analistas, e não de informação confirmada pelos candidatos.
Na sequência aparecem Carlos Fávaro, do PSD, e Pedro Taques, do PSB, com 9% cada.
Como neste ano cada eleitor escolherá dois candidatos ao Senado, os percentuais não devem ser interpretados da mesma forma que na disputa pelo Governo. Um candidato pode aparecer com percentual elevado como primeira escolha e, ao mesmo tempo, haver grande disputa pela segunda opção.
AtlasIntel apresenta fotografia diferente
Outro levantamento divulgado neste sábado, 3, foi realizado pela AtlasIntel, que utiliza metodologia própria, denominada Atlas RDR — Recrutamento Digital Aleatório. A pesquisa ouviu cerca de 1.200 eleitores de Mato Grosso entre 27 de setembro e 2 de outubro, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Na disputa pelo Governo, a AtlasIntel também aponta vantagem expressiva de Pivetta. Considerando os votos válidos, o governador aparece com 54,3%, seguido por Dra. Natasha, com 24,3%, e Wellington Fagundes, com 19,6%.
Nos votos totais, antes da retirada de brancos, nulos e indecisos, Pivetta aparece com 52,2% e Natasha com 23,4%.
A grande diferença aparece na disputa pelo Senado.
Enquanto a Quaest coloca Mauro Mendes na liderança, a AtlasIntel apresenta Zé Medeiros numericamente à frente, com 26,8%, seguido de muito perto por Mauro Mendes, com 25,3%. Na sequência aparecem Carlos Fávaro, com 14%; Janaina Riva, com 10,2%; e Pedro Taques, com 9,3%.
A diferença entre Zé Medeiros e Mauro Mendes é de apenas 1,5 ponto percentual, inferior à margem de erro de três pontos da pesquisa. Portanto, dentro da margem de erro, os dois aparecem tecnicamente muito próximos.
Paraná Pesquisas mantém Mauro na liderança para o Senado e Pivetta lidera para o Governo
O Paraná Pesquisas, em levantamento divulgado na quarta-feira, 30, apresenta outro cenário para o Senado. Mauro Mendes aparece isolado na primeira colocação, com 54,9%, seguido por Janaina Riva, com 33,3%, e Zé Medeiros, com 29,3%.
Janaina e Zé Medeiros estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de 2,7 pontos percentuais. Carlos Fávaro aparece com 18%, Pedro Taques com 14,1%, Antonio Galvan com 4,3% e Coronel Darwin com 3,3%.
O levantamento ouviu 1.352 eleitores entre 27 e 29 de setembro, em entrevistas presenciais, e tem nível de confiança de 95%. Um dado particularmente importante é que 31,5% dos entrevistados disseram não ter uma segunda opção de voto para o Senado, mostrando que ainda havia espaço para movimentação do eleitorado nesse quesito.
Na corrida pelo Governo, o Paraná Pesquisas registrou Pivetta com 46,4%, Wellington Fagundes com 27,1% e Dra. Natasha com 15,5%. Considerando os votos válidos, Pivetta chega a 51,6%, Wellington a 30,1% e Natasha a 17,2%, cenário que também aponta para possibilidade de vitória do governador no primeiro turno.
Três Pesquisas, três fotografias para o Senado
Na reta final da campanha, os levantamentos mostram uma situação mais convergente na disputa pelo Governo do que na corrida pelo Senado.
Quaest: Pivetta lidera o Governo com 54% dos votos válidos e Mauro Mendes aparece na frente para o Senado.
AtlasIntel: Pivetta também lidera o Governo, com 54,3% dos votos válidos, mas Zé Medeiros aparece numericamente à frente de Mauro Mendes na corrida pelo Senado — diferença que está dentro da margem de erro.
Paraná Pesquisas: Pivetta também lidera o Governo, enquanto Mauro Mendes aparece isolado na primeira colocação para o Senado, com 54,9%.
Assim, se existe uma tendência semelhante entre os institutos na disputa pelo Governo, o mesmo não pode ser dito com a mesma segurança em relação à segunda vaga do Senado.
A eleição acontece neste domingo, 4 de outubro. Pesquisas eleitorais são fotografias de determinados momentos da campanha, realizadas com metodologias, amostras e períodos de coleta diferentes. A fotografia definitiva, porém, será produzida pelas urnas.