Resultado para o senado chama atenção especialmente pelo histórico da relação política de Mauro Mendes com Castanheira e pelos investimentos realizados no município.
O governador em exercício de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, do Republicanos, foi o candidato mais votado na disputa pelo Governo do Estado em Castanheira. Ele recebeu 2.590 votos, correspondentes a 63,22% dos votos válidos, contra 918 votos (22,41%) de Wellington Fagundes, do PL.
Pivetta foi o candidato apoiado pelo ex-governador Mauro Mendes, tendo a seu favor, entre outros fatores, o trabalho desenvolvido pela administração estadual em Castanheira, na região e em Mato Grosso. Nas redes sociais, porém, onde ocorreram alguns dos principais embates da campanha, a disputa ganhou contornos mais intensos, alimentada também pela divulgação de pesquisas eleitorais que apresentaram diferentes cenários ao longo das últimas semanas.
Se Pivetta conseguiu reproduzir em Castanheira a tendência verificada no Estado, Mauro Mendes, por sua vez, experimentou uma situação diferente na disputa pelo Senado. Embora tenha sido eleito senador em Mato Grosso, com 33,21% dos votos válidos, ele terminou a votação em Castanheira apenas dois votos atrás de Zé Medeiros, do PL. Medeiros obteve 2.110 votos (26,63%), enquanto Mauro recebeu 2.108 (26,61%).
O resultado chama atenção especialmente pelo histórico da relação política de Mauro Mendes com Castanheira e pelos investimentos realizados durante seus dois mandatos à frente do Governo do Estado. Para eleitores ouvidos pelo Castanheira News, o desempenho apertado na disputa municipal pelo Senado pode ser analisado também à luz da força que o bolsonarismo demonstrou nestas eleições. Em Mato Grosso, Flávio Bolsonaro alcançou 65,18% dos votos válidos para presidente, enquanto Lula ficou com 29,15%, e Zé Medeiros, candidato ao Senado pelo PL, também conseguiu votação expressiva em Castanheira.
Nesse cenário, a votação de Castanheira revela uma particularidade da eleição: o eleitorado que garantiu ampla vantagem a Pivetta para o Governo do Estado não repetiu exatamente a mesma proporção na disputa pelo Senado. Mauro Mendes foi eleito senador em Mato Grosso, mas, no município, acabou superado por apenas dois votos por Zé Medeiros, mostrando como a força eleitoral do bolsonarismo pode atravessar fronteiras partidárias e influenciar diferentes disputas dentro do mesmo campo político.