Boas histórias merecem viajar...
O castanheirense provavelmente não conhece Riquelve dos Santos Carvalho. Aos 11 anos, o garoto vive em São João dos Patos, no leste do Maranhão, bem distante das nossas referências geográficas e esportivas. Talvez nem o mestre Guatá, conhecido por sua ligação com as artes marciais por estas bandas, tenha ouvido falar dele.
Mas, a pedido de um amigo, o Castanheira News abre uma pequena janela para apresentar Riquelve aos seus leitores. A razão é simples: aos 11 anos, o menino acaba de conquistar, em Maceió (AL), o bicampeonato brasileiro de Kungfu Wushu, na modalidade Wushu Sanda, categoria Kids até 45 quilos.
Representando São João dos Patos e integrando a Seleção Maranhense, Riquelve voltou do 36º Campeonato Brasileiro da modalidade com a medalha de ouro. É uma conquista que ultrapassa as fronteiras de sua cidade, de sua região e até do próprio Maranhão — e que merece ser conhecida também por aqui.
Mais do que o pódio, porém, há algo na história que interessa especialmente quando se fala de crianças e adolescentes: o esporte como escola. Disciplina, dedicação, respeito, persistência, capacidade de lidar com vitórias e derrotas e compromisso com um objetivo são aprendizagens que não cabem numa medalha.
Riquelve ainda é um menino e tem muito caminho pela frente. Mas já descobriu algo que pode acompanhá-lo por toda a vida: talento ajuda, mas é o trabalho persistente que transforma potencial em conquista.
E talvez seja justamente por isso que um garoto de 11 anos, de uma cidade do Maranhão que o castanheirense provavelmente nunca visitou, tenha algo a nos dizer. O castanheirense pode não conhecer Riquelve dos Santos Carvalho — e talvez nem o mestre Guatá o conhecesse até agora —, mas histórias assim merecem viajar. Porque quando o esporte revela disciplina, superação e esperança, a distância deixa de ser tão grande.