“A depressão não escolhe perfil, profissão ou fé. Ela escolhe o silêncio.”
Nesta terça-feira (03), voltou a circular nas redes sociais a notícia de mais um suicídio em Juína. A comoção que se seguiu foi imediata. As reações se repetem: surpresa, incredulidade e frases como “era uma pessoa muito querida”, “um homem íntegro”, “pai de família”, “cristão”, “profissional respeitado”. Características que, à primeira vista, parecem incompatíveis com um desfecho tão doloroso.
E é justamente aí que mora um dos grandes perigos da depressão: ela nem sempre é visível. Muitas vezes, está escondida atrás de sorrisos, rotinas bem organizadas, fé declarada e responsabilidades cumpridas com excelência. Pessoas admiradas, produtivas e amorosas também adoecem emocionalmente — e isso não é fraqueza, nem falta de caráter, nem ausência de Deus.
Como já foi dito por um especialista em saúde mental: “A depressão não escolhe perfil, profissão ou fé. Ela escolhe o silêncio.”
Casos como este reforçam a urgência de falarmos sobre o tema com mais seriedade, empatia e responsabilidade. Evitar a exposição de nomes, imagens ou detalhes do ato não é omissão — é respeito à família e compromisso com a prevenção. O foco precisa estar na conscientização e no cuidado com quem ainda luta em silêncio.
Fique atento aos sinais
Alguns comportamentos podem indicar que alguém precisa de ajuda:
Diante de qualquer sinal, não minimize, não julgue e não ignore. Ouvir com atenção, demonstrar acolhimento e incentivar a busca por ajuda profissional pode salvar uma vida.
Ajuda existe
Se você ou alguém próximo estiver passando por sofrimento emocional intenso, procure ajuda. No Brasil, o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece atendimento gratuito, sigiloso e 24 horas pelo telefone 188 ou pelo site oficial. Conversar é um passo essencial.
Falar sobre depressão é um ato de amor. Cuidar uns dos outros é uma responsabilidade coletiva. Que a dor de mais essa perda nos leve não apenas à comoção momentânea, mas a um compromisso real com a vida